oi, galera, relaciono abaixo os tópicos de 2 publicações para pesquisa voltada à escolha de profissões, Almanaque do Estudante 2008 e Guia do Estudante 2008, da Editora OnLine e Editora Abril, respectivamente.
ALMANAQUE DO ESTUDANTE:
- nome da carreira
- o que faz o profissional
- o futuro da profissão
- como é o curso
- cursos tecnológicos
- onde estudar.
Carreira: Tradicional ou moderna?
Cursos: Tecnológico, Bacharelado, Licenciatura, Seqüencial (é curso superior, mas nao tem caráter de graduação, assim o egresso nao pode fazer pós-graduação, mas pode participar de concursos públicos, no mínimo 1600h).
A Vida Continua: "saber administrar o tempo é requisito obrigatório para o desempenho do vestibulando. A nova rotina deve conciliar estudos, atividade física, lazer e alimentação adequada."
Língua Estrangeira: um bem necessário.
A difícil arte de decidir.
Escolher o que fazer é escolher quem ser.
GUIA DO ESTUDANTE 2008:
- O que você vai ser agora que já cresceu? (Mais de 200 opções de carreira - não é tarefa fácil escolher a que mais tem a ver com você. Saiba o que levar em conta e onde conseguir ajuda."
- Bem-vindo ao novo mundo do trabalho: novas profissões.
alguns "sites" que tratam do assunto:
www.guiadoestudante.com.br
www.aprendiz.com.br
www.vestibular.uol.com.br
www.estudantes.com.br
www.universia.com.br
www.guiadasprofissoes.com.br
www.klickeducacao.com.br
www.planetaeducacao.com.br
www.mundovestibular.com.br
- Escola sob medida
- Rumo ao interior
- Além do vestibular, as Faculdades utilizam outras formas para selecionar os candidatos.
- Inclusão social
- Bolsas de Estudo.
........................... valeu? ...................
terça-feira, 22 de abril de 2008
Vencendo a timidez
Vencendo a timidez
Projeto Saber
Leia o texto abaixo, calmamente, sem ânsia.
Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro o seguinte: "timidez" não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Timidez é apenas uma maneira de reagir à insegurança. É, simplesmente, uma atitude."
Muitas personalidades da História foram tremendamente tímidas e nem por isso deixaram de ser geniais e importantes para a humanidade. Einstein era tímido. Gandhi era tímido. Pasteur era tímido.
Por isso, o tímido um ser humano igual a todos os demais. ABSOLUTAMENTE IGUAL. Não há, neste mundo, nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Algumas pessoas podem até aparentar superioridade sobre as demais, mas tudo não passa de "aparência", ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.
Elas só parecem superiores porque nós deixamos isto acontecer. Se quisermos, podemos olhá-las de frente, fixamente nos seus olhos, e veremos que nada acontece. E nada acontece porque não há nada e ninguém que possa dominar alguém sem que este alguém admita este domínio.
Qualquer pessoa vence a timidez no exato momento em que, diante de uma pessoa ou de várias pessoas, põe os ombros ligeiramente para trás, ergue a cabeça e olha fixamente nos olhos do(s) interlocutor(es). Parece difícil? Que nada! Veja: basta você olhar a primeira vez, deste jeito. Você vai perceber que NADA ACONTECERÁ com você. Pelo contrário; você vai renascer nesta hora. Acredite: NADA VAI ACONTECER COM VOCÊ!
Vou lhe dar uma pequena dica: se ainda tiver algum receio de olhar nos olhos do seu interlocutor, olhe para um ponto situado entre os olhos dele, logo acima do nariz. Esta providência vai lhe acalmar enquanto, por outro lado, vai deixar o interlocutor meio perdido, desorientado, submisso. Ele olhará nos seus olhos e não captará o foco, mesmo "achando" que você está olhando nos seus olhos. Experimente! É até divertido.
Leia a frase abaixo em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:
"Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar,
eu me sinto SEMPRE seguro, forte e consciente
de que sou MUITO importante. Sou capaz de olhar fixamente
nos olhos das pessoas porque sei que
TAMBÉM sou um SER SUPERIOR."
Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm
Projeto Saber
Leia o texto abaixo, calmamente, sem ânsia.
Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro o seguinte: "timidez" não é doença, não é defeito e não faz de ninguém um ser inferior aos demais. Timidez é apenas uma maneira de reagir à insegurança. É, simplesmente, uma atitude."
Muitas personalidades da História foram tremendamente tímidas e nem por isso deixaram de ser geniais e importantes para a humanidade. Einstein era tímido. Gandhi era tímido. Pasteur era tímido.
Por isso, o tímido um ser humano igual a todos os demais. ABSOLUTAMENTE IGUAL. Não há, neste mundo, nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Algumas pessoas podem até aparentar superioridade sobre as demais, mas tudo não passa de "aparência", ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.
Elas só parecem superiores porque nós deixamos isto acontecer. Se quisermos, podemos olhá-las de frente, fixamente nos seus olhos, e veremos que nada acontece. E nada acontece porque não há nada e ninguém que possa dominar alguém sem que este alguém admita este domínio.
Qualquer pessoa vence a timidez no exato momento em que, diante de uma pessoa ou de várias pessoas, põe os ombros ligeiramente para trás, ergue a cabeça e olha fixamente nos olhos do(s) interlocutor(es). Parece difícil? Que nada! Veja: basta você olhar a primeira vez, deste jeito. Você vai perceber que NADA ACONTECERÁ com você. Pelo contrário; você vai renascer nesta hora. Acredite: NADA VAI ACONTECER COM VOCÊ!
Vou lhe dar uma pequena dica: se ainda tiver algum receio de olhar nos olhos do seu interlocutor, olhe para um ponto situado entre os olhos dele, logo acima do nariz. Esta providência vai lhe acalmar enquanto, por outro lado, vai deixar o interlocutor meio perdido, desorientado, submisso. Ele olhará nos seus olhos e não captará o foco, mesmo "achando" que você está olhando nos seus olhos. Experimente! É até divertido.
Leia a frase abaixo em voz alta, tantas vezes quantas forem necessárias para que ela tome conta do seu subconsciente. Decore-a e repita sempre, mentalmente, várias vezes por dia. À noite, antes de dormir, faça o exercício de relaxamento e pense firmemente nesta frase:
"Diante de qualquer pessoa e em qualquer lugar,
eu me sinto SEMPRE seguro, forte e consciente
de que sou MUITO importante. Sou capaz de olhar fixamente
nos olhos das pessoas porque sei que
TAMBÉM sou um SER SUPERIOR."
Fonte: http://www.camarabrasileira.com/projetosaber.htm
sexta-feira, 18 de abril de 2008
projetos especiais escola 2005
1. JUSTIFICATIVA (Diagnóstico/indicadores)
Justifica-se o presente projeto, considerando-se:
• o empenho da Secretaria da Educação na inclusão social em todos os seus segmentos;
• as dificuldades inerentes ao público-alvo da escola pública;
• a falta de oportunidade gerada pela baixa renda familiar dos alunos;
• a dificuldade para aquisição de habilidades e competências a serem desenvolvidas pela escola, quer por falta de motivação, quer por falta de base;
• os benefícios de intercâmbio social e de cultura geral trazidos por excursões, viagens e passeios;
• a motivação intrínseca trazida por atividades extra-curriculares,
• falta de situações reais interessantes em que basear-se para fazer narrativas e firmar suas resoluções a respeito do próprio crescimento e alvo;
2. DEFINIÇÃO DE PROJETOS E DE ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS:
• Tema do Projeto (conforme abaixo relacionados)
• Área do currículo: Língua Portuguesa – comunicação e expressão
• Período de realização (distribuídas ao longo do ano letivo)
• Público-alvo: turmas atendidas (por séries, conforme abaixo)
• Objetivo (s)
1. Propiciar aos alunos o uso de diferentes linguagens como meio para expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções da cultura;
2. Utilizar a língua portuguesa para compreender e produzir textos orais e escritos, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes situações de comunicação.
3. propiciar aos alunos o contato com diferentes culturas regionais e suas produções.
4. cumprir a parte docente no “contrato pedagógico” efetuado com os alunos nos primeiros dias letivos;
• Atividades correlatas:
Carta a um(a) amigo(a) convidando para o passeio e expressando suas expectativas (futuras);
Após a excursão/passeio, narração em foco narrativo 1ª pessoa relatando a mesma e seus principais momentos.
- objetivos dessas atividades:
Estabelecer a seqüência lógico-temporal apresentada no texto.
Reconhecer o tempos verbais que indicam futuro e uma ação acabada, concluída .
• Competências/habilidades a serem trabalhadas : ver justificativa (item 1)
• Materiais: ônibus da Prefeitura ou particular (despesa paga pelos alunos interessados)
• Procedimentos de ensino : as situações de aprendizagem a serem organizadas serão pautadas pelos objetivos propostos, de acordo com a justificativa apresentada)
• Procedimentos de avaliação: de acordo com o experimentado e dentro dos objetivos propostos;
• Proposta de acompanhamento pela U.E.: envolvimento da Direção e do maior número de docentes e funcionários possível.
• Conteúdos:
1. PROJETO COMUNIDADE PRESENTE:
2. PROJETO CIDADANIA:
ASSISTIR / PARTICIPAR DE EVENTOS /PALESTRAS /DEBATES que se relacionem à cidadania, que eventualmente ocorram na cidade ou na região.
3. PREVENÇÃO TAMBÉM SE ENSINA
ATIVIDADES CO-RELACIONADAS COM SAÚDE
4. PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
4.1 GINCANA CULTURAL NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE
4.2 ATIVIDADES CORRELATAS AO ASSUNTO, INTERNAS E EXTERNAS
4.3 PASSEIOS E EXCURSÕES:
5. DESCOBRINDO TALENTOS
6. MOSTRA DE PROFISSÕES
7. APOIAR E MOTIVAR ALUNOS A PARTICIPAR DOS PROJETOS DA ESCOLA;
8. QUERMESSE
9. FESTA JUNINA
10. SEMANA DA PÁTRIA 01 A 07/SETEMBRO
11. SEMANA DA POESIA 19 a 23/SETEMBRO
12. CONFRATERNIZAÇÃO PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS
13. HALLOWEEN 31/10
14. SEMANA DO MUNICÍPIO 21 a 30/NOVEMBRO
• I – EXCURSÕES
• II – VISITAS A EMPRESAS
• III – CINEMA E TEATRO
Maria Eloísa Gusmão
Professora de Português
(anexo do Plano Escolar 2005)
Justifica-se o presente projeto, considerando-se:
• o empenho da Secretaria da Educação na inclusão social em todos os seus segmentos;
• as dificuldades inerentes ao público-alvo da escola pública;
• a falta de oportunidade gerada pela baixa renda familiar dos alunos;
• a dificuldade para aquisição de habilidades e competências a serem desenvolvidas pela escola, quer por falta de motivação, quer por falta de base;
• os benefícios de intercâmbio social e de cultura geral trazidos por excursões, viagens e passeios;
• a motivação intrínseca trazida por atividades extra-curriculares,
• falta de situações reais interessantes em que basear-se para fazer narrativas e firmar suas resoluções a respeito do próprio crescimento e alvo;
2. DEFINIÇÃO DE PROJETOS E DE ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS:
• Tema do Projeto (conforme abaixo relacionados)
• Área do currículo: Língua Portuguesa – comunicação e expressão
• Período de realização (distribuídas ao longo do ano letivo)
• Público-alvo: turmas atendidas (por séries, conforme abaixo)
• Objetivo (s)
1. Propiciar aos alunos o uso de diferentes linguagens como meio para expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções da cultura;
2. Utilizar a língua portuguesa para compreender e produzir textos orais e escritos, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes situações de comunicação.
3. propiciar aos alunos o contato com diferentes culturas regionais e suas produções.
4. cumprir a parte docente no “contrato pedagógico” efetuado com os alunos nos primeiros dias letivos;
• Atividades correlatas:
Carta a um(a) amigo(a) convidando para o passeio e expressando suas expectativas (futuras);
Após a excursão/passeio, narração em foco narrativo 1ª pessoa relatando a mesma e seus principais momentos.
- objetivos dessas atividades:
Estabelecer a seqüência lógico-temporal apresentada no texto.
Reconhecer o tempos verbais que indicam futuro e uma ação acabada, concluída .
• Competências/habilidades a serem trabalhadas : ver justificativa (item 1)
• Materiais: ônibus da Prefeitura ou particular (despesa paga pelos alunos interessados)
• Procedimentos de ensino : as situações de aprendizagem a serem organizadas serão pautadas pelos objetivos propostos, de acordo com a justificativa apresentada)
• Procedimentos de avaliação: de acordo com o experimentado e dentro dos objetivos propostos;
• Proposta de acompanhamento pela U.E.: envolvimento da Direção e do maior número de docentes e funcionários possível.
• Conteúdos:
1. PROJETO COMUNIDADE PRESENTE:
2. PROJETO CIDADANIA:
ASSISTIR / PARTICIPAR DE EVENTOS /PALESTRAS /DEBATES que se relacionem à cidadania, que eventualmente ocorram na cidade ou na região.
3. PREVENÇÃO TAMBÉM SE ENSINA
ATIVIDADES CO-RELACIONADAS COM SAÚDE
4. PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
4.1 GINCANA CULTURAL NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE
4.2 ATIVIDADES CORRELATAS AO ASSUNTO, INTERNAS E EXTERNAS
4.3 PASSEIOS E EXCURSÕES:
5. DESCOBRINDO TALENTOS
6. MOSTRA DE PROFISSÕES
7. APOIAR E MOTIVAR ALUNOS A PARTICIPAR DOS PROJETOS DA ESCOLA;
8. QUERMESSE
9. FESTA JUNINA
10. SEMANA DA PÁTRIA 01 A 07/SETEMBRO
11. SEMANA DA POESIA 19 a 23/SETEMBRO
12. CONFRATERNIZAÇÃO PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS
13. HALLOWEEN 31/10
14. SEMANA DO MUNICÍPIO 21 a 30/NOVEMBRO
• I – EXCURSÕES
• II – VISITAS A EMPRESAS
• III – CINEMA E TEATRO
Maria Eloísa Gusmão
Professora de Português
(anexo do Plano Escolar 2005)
quinta-feira, 20 de março de 2008
GOTAS HOMEOPÁTICAS PARA ALERGIA
Alergia
HOMEOPATÍA
(Gotas compuestas)
Cardus Marianus 6D
Bufo Rana 8D
Mercurius solubilis 8D
Chellidonium 6D
Phosphurus 4D
Brionia 6D
Aesculus 4D
Lycopodium 8D
Nux vomica 6D
15 gotas en un poco de agua, 1/2 hora antes de desayunar y cenar
Berberis 6D
Thuja 8D
Solidago Virga Aurea 6D
Pareira Brava 4D
Smilax Medica 4D
Uva Ursi 4D
Codurango 3D
Hydrastis Canadensis 4D
15 gotas en un poco de agua, 1/2 hora antes de desayunar, comer y cenar
HOMEOPATÍA
(Gotas compuestas)
Cardus Marianus 6D
Bufo Rana 8D
Mercurius solubilis 8D
Chellidonium 6D
Phosphurus 4D
Brionia 6D
Aesculus 4D
Lycopodium 8D
Nux vomica 6D
15 gotas en un poco de agua, 1/2 hora antes de desayunar y cenar
Berberis 6D
Thuja 8D
Solidago Virga Aurea 6D
Pareira Brava 4D
Smilax Medica 4D
Uva Ursi 4D
Codurango 3D
Hydrastis Canadensis 4D
15 gotas en un poco de agua, 1/2 hora antes de desayunar, comer y cenar
SER PROFESSOR?
JAMAIS A VERDADE FOI TÃO BEM ESCRITA
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Querem que eu dê aulas!?...
Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado, a ministra
e, como se não bastasse, outros professores,
e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
- Querem que eu dê aulas!?...
AS 95 TESES DE LUTERO
AS 95 TESES DE LUTERO
Em 31 de outubro de 1517,
Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittenberg, sob a presidência do Rev. Pe. Martinho Lutero, o que se segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos... etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto.
8ª Tese Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam.
12ª Tese Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras "perdão plenário de todas as penas" o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa.
22ª Tese Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos.
24ª Tese Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.
39ª Tese Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência.
44ª Tese É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada.
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro.
52ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo.
57ª Tese É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior.
59ª Tese São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência.
70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
72ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem.
75ª Tese Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente.
76ª Tese Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa.
77ª Tese Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.
78ª Tese Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Coríntios 12.6-9.
79ª Tese Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos.
82ª Tese Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos?
84ª Tese E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga?
85ª Tese E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos?
86ª Tese E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres?
87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes?
90ª Tese Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz!
93ª Tese Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!
94ª Tese Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno;
95ª Tese E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas.
Em 31 de outubro de 1517,
Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em Wittenberg, sob a presidência do Rev. Pe. Martinho Lutero, o que se segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
1ª Tese Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos... etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento.
2ª Tese E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes.
3ª Tese Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de mortificação da carne.
4ª Tese Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna.
5ª Tese O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu alvitre ou nem acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª Tese O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.
7ª Tese Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao ministro, seu substituto.
8ª Tese Cânones poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas são impostos aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.
9ª Tese Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.
10ª Tese Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõe aos moribundos penitências canônicas ou para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.
11ª Tese Este joio, que é o de transformar a penitência e satisfação, prevista pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos dormiam.
12ª Tese Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos, eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.
13ª Tese Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.
14ª Tese Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte, necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menos o amor, tanto maior o temor.
15ª Tese Este temor e espanto em si tão só, sem nos referirmos a outras coisas, basta para causar o tormento e o horror do purgatório, pois se avizinham da angústia do desespero.
16ª Tese Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.
17ª Tese Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, também deve crescer e aumentar o amor.
18ª Tese Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas razões e nem pela Escritura, que as almas do purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.
19ª Tese Parece ainda não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem mais por ela, não obstante nós termos esta certeza.
20ª Tese Por isso o papa não quer dizer e nem compreender com as palavras "perdão plenário de todas as penas" o perdão de todo o tormento, mas tão só as penas por ele impostas.
21ª Tese Eis por que erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante indulgência do papa.
22ª Tese Com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas do purgatório das que, segundo os cânones da igreja, deviam ter expiado e pago na presente vida.
23ª Tese Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muitos poucos.
24ª Tese Logo, a maioria do povo é ludibriado com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.
25ª Tese Exatamente o mesmo poder geral que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d’almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.
26ª Tese O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das chaves (coisa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª Tese Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.
28ª Tese Certo é que, no momento em que a moeda soa na caixa, vem lucro, e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.
29ª Tese E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com S. Severino e Pascoal.
30ª Tese Ninguém tem certeza da suficiência do arrependimento e pesar verdadeiros, muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.
31ª Tese Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.
32ª Tese Irão para o diabo, juntamente com os seus mestres, aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.
33ª Tese Há que acautelar-se muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dádiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.
34ª Tese Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória, estipulada por homens.
35ª Tese Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.
36ª Tese Tudo o cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados e sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.
37ª Tese Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.
38ª Tese Entretanto se não devem desprezar o perdão e a distribuição deste pelo papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.
39ª Tese Ë extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e, ao contrário, o verdadeiro arrependimento e pesar.
40ª Tese O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para tanto.
41ª Tese É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal, para que o homem singelo não julgue erradamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.
42ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgências de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.
43ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos, proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta ao necessitado do que os que compram indulgência.
44ª Tese É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.
45ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgência do papa, mas desafia a ira de Deus.
46ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.
47ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos ser a compra de indulgência livre e não ordenada.
48ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.
49ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.
50ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgência, preferiria ver a basílica de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª Tese Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgência, vendendo, se necessário, a própria basílica de São Pedro.
52ª Tese Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências e o próprio papa oferecessem sua alma como garantia.
53ª Tese São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a palavra de Deus nas demais igrejas.
54ª Tese Comete-se injustiça contra a palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da palavra do Senhor.
55ª Tese A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa menor, com um toque de sino, uma pompa, uma cerimônia, enquanto o evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e solenidades.
56ª Tese Os tesouros da igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos na Igreja de Cristo.
57ª Tese É evidente que não são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª Tese Também não são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto este sempre são suficientes, e, independente do papa, operam graça do homem interior e são a cruz, a morte e o inferno do homem exterior.
59ª Tese São Lourenço chama aos pobres, os quais são membros da Igreja, tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.
60ª Tese Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, que lhe foram dadas pelo merecimento de Cristo.
61ª Tese Evidente é que, para o perdão das penas e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só basta.
62ª Tese O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.
63ª Tese Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.
64ª Tese Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque faz com que os últimos sejam os primeiros.
65ª Tese Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.
66ª Tese Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.
67ª Tese As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça, decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.
68ª Tese Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª Tese Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda reverência.
70ª Tese Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não apregoem os seus próprios sonhos.
71ª Tese Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.
72ª Tese Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.
73ª Tese Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.
74ª Tese Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agirem.
75ª Tese Considerar a indulgência do papa tão poderosa, a ponto de absolver alguém dos pecados, mesmo que (coisa impossível de se expressar) tivesse deflorado a mãe de Deus, significa ser demente.
76ª Tese Bem ao contrário afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o menor pecado venial no que diz respeito a culpa que representa.
77ª Tese Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.
78ª Tese Dizemos, ao contrário, que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1 Coríntios 12.6-9.
79ª Tese Alegar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto valor como a própria cruz de Cristo é blasfêmia.
80ª Tese Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas desta atitude.
81ª Tese Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as perguntas mordazes e astutas dos leigos.
82ª Tese Haja vista exemplo como este: Por que o papa não livra duma só vez todas as almas do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante infundado?
83ª Tese Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou prebendas oferecidos em favor dos mortos, quando já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos?
84ª Tese E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo resgate uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não livrar esta mesma alma piedosa e amada por Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem paga?
85ª Tese E: Por que os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz muito caducaram e morreram de fato pelo desuso, tornam a remir mediante dinheiro, pela concessão de indulgência, como se continuassem em vigor e bem vivos?
86ª Tese E: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Creso, não prefere construir a basílica de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de cristãos pobres?
87ª Tese E: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?
88ª Tese Afinal: Que benefício maior poderia receber a igreja se o papa, que atualmente o faz uma vez ao dia cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?
89ª Tese Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando tem sempre as mesmas virtudes?
90ª Tese Desfazer estes argumentos muito sutis dos leigos, recorrendo apenas à força e não por razões sólidas apresentadas, significa expor a igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91ª Tese Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito e sentido do papa, estas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92ª Tese Fora, pois, com todos estes pregadores que dizem à igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem que haja paz!
93ª Tese Abençoados, porém, sejam todos os pregadores que dizem à igreja de Cristo: Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!
94ª Tese Admoeste-se os cristãos a que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através da cruz, da morte e do inferno;
95ª Tese E desta maneira mais esperem entrar no reino dos céus por muitas aflições do que confiando em promessas de paz infundadas.
segunda-feira, 17 de março de 2008
A PROFECIA AUTO-REALIZÁVEL (efeito Rosenthal)
A Profecia Auto-realizável
(Efeito Pigmalião ou Efeito Rosenthal)
A profecia auto-realizável diz que, quanto mais as pessoas acreditam em uma coisa, mais elas podem influenciar no seu acontecimento. O mais interessante é que isso funciona também em relação à performance profissional. É também chamado Efeito Rosenthal, o Efeito Pigmalião foi assim nomeado por Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, destacados psicólogos americanos, que realizaram um importante estudo sobre como as expectativas dos professores afetam o desempenho dos alunos.
É simples: professores que têm uma visão positiva dos alunos tendem a estimular o lado bom desses e a obter melhores resultados; professores que vêm os alunos com olhos negativos adotam posturas que acabam por comprometer negativamente o desempenho desses. Esse efeito, chamado também de profecia auto-realizável, porque quem faz a profecia é na verdade quem a faz acontecer, afeta as relações em todos os campos da vida, conforme amplamente documentam os estudos posteriores de Rosenthal, um premiado cientista. Na gestão, a profecia auto-realizável foi apresentada em célebre estudo de Douglas McGregor, na década de 1960, que mostrou que a expectativa dos gerentes afeta o desempenho dos empregados - quando o gerente espera coisas positivas deles, essas tendem a vir; quando espera coisas negativas, elas provavelmente serão confirmadas.
O americano naturalizado israelense Dov Eden, Ph.D. pela Universidade de Michigan, trabalha há 20 anos com o tema da profecia auto-realizável, diz:” Todos os dias, durante o dia inteiro, em todo o mundo, com chefes e subordinados. Quando os chefes esperam mais, eles recebem mais. E vice-versa. Por quê? Porque quando esperam mais, tratam seus subordinados de forma diferente. Os chefes são "profetas" preenchendo as próprias expectativas como qualquer outra pessoa. Quando esperam mais, recebem mais, quando esperam menos, recebem menos.”
Ovídio, poeta romano, que viveu no início da era cristã, escreveu sobre o príncipe escultor Pigmalião, que se apaixonou pela própria estátua, uma escultura da mulher perfeita, e foi premiado pela deusa da beleza e do amor Vênus, que deu vida a ela. O sentimento do artista mudou a condição da estátua. . O principal do efeito pigmalião é a capacidade de mudança que uma pessoa interessada no relacionamento com outra pode provocar, transformando-a em algo que ela não seria. O efeito pigmalião moderno em educação, gerenciamento e em outros campos da vida é um achado testado cientificamente, que pode ser reproduzido. A partir desse tema, muitos escreveram, até mesmo o crítico, polemista e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, autor da peça Pigmalião, posteriormente adaptada para o musical My Fair Lady, história de uma florista que se transformou em lady porque alguém a viu como tal e assim deu vida à lady que já existia dentro dela. Eis aí de onde veio um termo muito importante para efeito de trabalho e carreira: o Efeito Pigmalião.
A profecia auto-realizável no seu dia-a-dia
Em termos práticos, se vemos alguma pessoa como sendo “difícil” e acreditamos que é um “inimigo” não colaborador, tendemos, mesmo que de forma inconsciente, a agir como se ele realmente fosse assim,, levando-o a se comportar desta maneira, fechando-se para a colaboração, o que o faz reproduzir a imagem criada. Quem tem expectativas
ruins sobre os outros, não acredita neles, não vê suas qualidades, costuma colher o pior dos outros; já quem os vê pelo lado positivo, que foca nas virtudes, que tem expectativas boas sobre eles, tende a obter o melhor de cada um, tendo relacionamentos mais saudáveis.
Eis alguns exemplos:
·Um gerente que tem uma expectativa positiva dos seus superiores os percebe como pessoas sensatas e confiáveis. Devido a essa visão apresenta-se desarmado, autoconfiante e tranqüilo diante deles, ganhando mais simpatia e ampliando o potencial de que seus projetos sejam bem recebidos, suas chances de sucesso se tornam muito maiores.
·Um profissional que acredita na integridade e na capacidade de seu gerente de ouvir, considerar idéias e sugestões vindas de seus subordinados terá mais propensão a apresentar mais contribuições, de uma maneira positiva tendendo a ser mais ouvido e considerado como colaborador. É a sua visão da situação e do gerente que determina seu comportamentos positivos que afetam o gerente a estar mais aberto a ele e suas sugestões, ampliando suas possibilidades.
·Um vendedor que acredita no potencial interesse do cliente já chega com um sorriso verdadeiro, um discurso mais positivo e atua de forma mais autoconfiante, transmitindo maior segurança sobre o valor de sua oferta. Ganharia confiança e a simpatia do cliente, aumentando a probabilidade de fechamento da venda.
·Um candidato a uma vaga de emprego que tem expectativas favoráveis sobre como o entrevistador reagirá à sua presença, chega mais confiante, descontraído e espontâneo afetando positivamente a percepção do outro, criando uma comunicação mais fluida, aumentando suas chances de ser o escolhido.
Ao longo da vida, quem acredita mais nos outros vai emitindo sinais positivos sutis na fala, no tom de voz, na expressão não-verbal e vai então criando relações sólidas e saudáveis e com gente admirável. Já aquele que dia a dia olha para os outros com uma expectativa negativa vai emitindo mensagens de descrença e afastamento, contribuindo para que os outros nunca possam mostrar o melhor de si. Com o passar do tempo, os sinais sutis farão uma grande diferença em seus relacionamentos, resultados, trabalho e em toda sua vida.
Assim, como afetamos os outros com a imagem que fazemos deles, a nossa auto-imagem, nossa maneira de vermos a nós mesmos também afetam nosso comportamento e maneira de encarar a vida, há um pensamento de autor desconhecido que reflete bem isso:
vigie seus pensamentos
Vigie seus pensamentos, eles se tornarão suas palavras;
Vigie as suas palavras, elas se tornarão atos;
Vigie seus atos, eles se tornaram hábitos;
Vigie os seus hábitos, eles se tornarão o seu caráter;
Vigie o seu caráter, ele se tornará o seu destino.
Como você se vê? Se se vê com olhos negativos, identificando fraquezas e más qualidades, já se sente autorizado a ser assim, o que limitará significativamente suas escolhas e sua autoconfiança. Nesse caso é melhor mudar a auto-imagem, até mesmo recorrendo a terapia, ou coaching se necessário. E como você vê os outros? Se é de modo negativo, mude também sua visão, e altere para melhor a resposta deles.
Há uma parábola ( autor desconhecido ) que representa muito bem a nossa auto-imagem e a imagem que podemos fazer do outro, ela nos diz:
Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente. Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, "Como pode uma flor tão bela, vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?
Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa e antes mesmo de estar pronta para desabrochar, ela morreu. Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa: São as qualidades dadas por Deus.
Dentro de cada alma temos também os espinhos: São as nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e conseqüentemente, isso morre. Nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas. Portanto alguém mais deve mostrar a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do AMOR. Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma, e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Portanto Sorriam, e descubram as rosas que existe dentro de cada um de vocês, e das pessoas que amam...
Coach, Consultor e Palestrante
flaviosouza@vocevencedor.com.br
(Efeito Pigmalião ou Efeito Rosenthal)
A profecia auto-realizável diz que, quanto mais as pessoas acreditam em uma coisa, mais elas podem influenciar no seu acontecimento. O mais interessante é que isso funciona também em relação à performance profissional. É também chamado Efeito Rosenthal, o Efeito Pigmalião foi assim nomeado por Robert Rosenthal e Lenore Jacobson, destacados psicólogos americanos, que realizaram um importante estudo sobre como as expectativas dos professores afetam o desempenho dos alunos.
É simples: professores que têm uma visão positiva dos alunos tendem a estimular o lado bom desses e a obter melhores resultados; professores que vêm os alunos com olhos negativos adotam posturas que acabam por comprometer negativamente o desempenho desses. Esse efeito, chamado também de profecia auto-realizável, porque quem faz a profecia é na verdade quem a faz acontecer, afeta as relações em todos os campos da vida, conforme amplamente documentam os estudos posteriores de Rosenthal, um premiado cientista. Na gestão, a profecia auto-realizável foi apresentada em célebre estudo de Douglas McGregor, na década de 1960, que mostrou que a expectativa dos gerentes afeta o desempenho dos empregados - quando o gerente espera coisas positivas deles, essas tendem a vir; quando espera coisas negativas, elas provavelmente serão confirmadas.
O americano naturalizado israelense Dov Eden, Ph.D. pela Universidade de Michigan, trabalha há 20 anos com o tema da profecia auto-realizável, diz:” Todos os dias, durante o dia inteiro, em todo o mundo, com chefes e subordinados. Quando os chefes esperam mais, eles recebem mais. E vice-versa. Por quê? Porque quando esperam mais, tratam seus subordinados de forma diferente. Os chefes são "profetas" preenchendo as próprias expectativas como qualquer outra pessoa. Quando esperam mais, recebem mais, quando esperam menos, recebem menos.”
Ovídio, poeta romano, que viveu no início da era cristã, escreveu sobre o príncipe escultor Pigmalião, que se apaixonou pela própria estátua, uma escultura da mulher perfeita, e foi premiado pela deusa da beleza e do amor Vênus, que deu vida a ela. O sentimento do artista mudou a condição da estátua. . O principal do efeito pigmalião é a capacidade de mudança que uma pessoa interessada no relacionamento com outra pode provocar, transformando-a em algo que ela não seria. O efeito pigmalião moderno em educação, gerenciamento e em outros campos da vida é um achado testado cientificamente, que pode ser reproduzido. A partir desse tema, muitos escreveram, até mesmo o crítico, polemista e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, autor da peça Pigmalião, posteriormente adaptada para o musical My Fair Lady, história de uma florista que se transformou em lady porque alguém a viu como tal e assim deu vida à lady que já existia dentro dela. Eis aí de onde veio um termo muito importante para efeito de trabalho e carreira: o Efeito Pigmalião.
A profecia auto-realizável no seu dia-a-dia
Em termos práticos, se vemos alguma pessoa como sendo “difícil” e acreditamos que é um “inimigo” não colaborador, tendemos, mesmo que de forma inconsciente, a agir como se ele realmente fosse assim,, levando-o a se comportar desta maneira, fechando-se para a colaboração, o que o faz reproduzir a imagem criada. Quem tem expectativas
ruins sobre os outros, não acredita neles, não vê suas qualidades, costuma colher o pior dos outros; já quem os vê pelo lado positivo, que foca nas virtudes, que tem expectativas boas sobre eles, tende a obter o melhor de cada um, tendo relacionamentos mais saudáveis.
Eis alguns exemplos:
·Um gerente que tem uma expectativa positiva dos seus superiores os percebe como pessoas sensatas e confiáveis. Devido a essa visão apresenta-se desarmado, autoconfiante e tranqüilo diante deles, ganhando mais simpatia e ampliando o potencial de que seus projetos sejam bem recebidos, suas chances de sucesso se tornam muito maiores.
·Um profissional que acredita na integridade e na capacidade de seu gerente de ouvir, considerar idéias e sugestões vindas de seus subordinados terá mais propensão a apresentar mais contribuições, de uma maneira positiva tendendo a ser mais ouvido e considerado como colaborador. É a sua visão da situação e do gerente que determina seu comportamentos positivos que afetam o gerente a estar mais aberto a ele e suas sugestões, ampliando suas possibilidades.
·Um vendedor que acredita no potencial interesse do cliente já chega com um sorriso verdadeiro, um discurso mais positivo e atua de forma mais autoconfiante, transmitindo maior segurança sobre o valor de sua oferta. Ganharia confiança e a simpatia do cliente, aumentando a probabilidade de fechamento da venda.
·Um candidato a uma vaga de emprego que tem expectativas favoráveis sobre como o entrevistador reagirá à sua presença, chega mais confiante, descontraído e espontâneo afetando positivamente a percepção do outro, criando uma comunicação mais fluida, aumentando suas chances de ser o escolhido.
Ao longo da vida, quem acredita mais nos outros vai emitindo sinais positivos sutis na fala, no tom de voz, na expressão não-verbal e vai então criando relações sólidas e saudáveis e com gente admirável. Já aquele que dia a dia olha para os outros com uma expectativa negativa vai emitindo mensagens de descrença e afastamento, contribuindo para que os outros nunca possam mostrar o melhor de si. Com o passar do tempo, os sinais sutis farão uma grande diferença em seus relacionamentos, resultados, trabalho e em toda sua vida.
Assim, como afetamos os outros com a imagem que fazemos deles, a nossa auto-imagem, nossa maneira de vermos a nós mesmos também afetam nosso comportamento e maneira de encarar a vida, há um pensamento de autor desconhecido que reflete bem isso:
vigie seus pensamentos
Vigie seus pensamentos, eles se tornarão suas palavras;
Vigie as suas palavras, elas se tornarão atos;
Vigie seus atos, eles se tornaram hábitos;
Vigie os seus hábitos, eles se tornarão o seu caráter;
Vigie o seu caráter, ele se tornará o seu destino.
Como você se vê? Se se vê com olhos negativos, identificando fraquezas e más qualidades, já se sente autorizado a ser assim, o que limitará significativamente suas escolhas e sua autoconfiança. Nesse caso é melhor mudar a auto-imagem, até mesmo recorrendo a terapia, ou coaching se necessário. E como você vê os outros? Se é de modo negativo, mude também sua visão, e altere para melhor a resposta deles.
Há uma parábola ( autor desconhecido ) que representa muito bem a nossa auto-imagem e a imagem que podemos fazer do outro, ela nos diz:
Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente. Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, "Como pode uma flor tão bela, vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?
Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa e antes mesmo de estar pronta para desabrochar, ela morreu. Assim é com muitas pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa: São as qualidades dadas por Deus.
Dentro de cada alma temos também os espinhos: São as nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e conseqüentemente, isso morre. Nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas. Portanto alguém mais deve mostrar a elas.
Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do AMOR. Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma, e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Portanto Sorriam, e descubram as rosas que existe dentro de cada um de vocês, e das pessoas que amam...
Coach, Consultor e Palestrante
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